Estudo de Caso: Fraude corporativa e transferência não autorizada de dados de clientes em desativação executiva
A importância da imediata preservação de evidências digitais e revogação sincronizada de permissões no offboarding.
O que aconteceu
Após aceitar uma proposta da principal concorrente, um diretor comercial passou a sincronizar arquivos confidenciais do servidor corporativo com uma conta pessoal de armazenamento em nuvem e a enviar relatórios estratégicos por e-mail pessoal.
Onde estava a fragilidade
Processo de desativação frouxo, compartilhamento irrestrito de pastas no Google Drive/SharePoint corporativo sem DLP ativo e falta de correlação entre alertas de download massivo e eventos de recursos humanos.
O que a empresa poderia ter preparado
Integração de alertas entre a área de RH e o time de resposta a incidentes/segurança, preservação imediata dos dispositivos do executivo assim que comunicado o desligamento e restrição rígida de exportação em lote de dados de CRM.
Que evidências foram determinantes na perícia
- Artefatos do registro do Windows e atalhos (LNK files e Shellbags) demonstrando a conexão de mídias USB externas.
- Logs de auditoria de plataformas SaaS indicando o compartilhamento de arquivos com domínios de e-mail externos pessoais.
- Análise forense do disco rígido do laptop corporativo revelando a exclusão de arquivos e tentativa de limpeza de rastros via scripts.
Lição para outras organizações
“A preservação forense no desligamento de posições estratégicas é a única garantia de proteção da propriedade intelectual. Sem laudo pericial consistente, ações judiciais por concorrência desleal perdem sua força probatória.”
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